"Eis que eu vim à vida pela porta da frente alforriar a alegria que fora trancafiada dentro de ti; e - sem medos ou segredos - trazer-lhe o riso que há em mim. Sejas tu faminto ou não pela felicidade, essa moça montada em seu cavalo branco imponente, dever-lhe-á conquistar. Agarra-lhe (a felicidade) pelos cabelos e exija seu algo mais; pois rir, ser feliz, gozar profundamente a vida é de longe o tudo de mais belo e verdadeiro nas coisas que o ser humano é capaz".
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Felicidade vital
"Eis que eu vim à vida pela porta da frente alforriar a alegria que fora trancafiada dentro de ti; e - sem medos ou segredos - trazer-lhe o riso que há em mim. Sejas tu faminto ou não pela felicidade, essa moça montada em seu cavalo branco imponente, dever-lhe-á conquistar. Agarra-lhe (a felicidade) pelos cabelos e exija seu algo mais; pois rir, ser feliz, gozar profundamente a vida é de longe o tudo de mais belo e verdadeiro nas coisas que o ser humano é capaz".
sábado, 26 de novembro de 2011
QUEM ÉS TU?
Que levou o fôlego meu;
E fez o reencontro de mim?
E ainda assim... Perco-me vagando em ti;
Doce face do acaso ilusão...
Da minha ilusão do sim!
Quem és tu?
Que faz estremecer meu corpo,
E abrasar os pequenos lumes;
Tornando-lhes chamas sem fim?
Quem és tu?
Que arrebatou meu olhar;
Que arrebatou meu olhar;
Tornou-se rainha dos acasos (dos meus acasos)...
Apregoando a eterna fidúcia minha: - és linda!
Grita no silêncio o coração a sonhar.
Quem és tu?
Que arrogas indagações em minha’lma?
E como terra alva - invadida,
Demarca os espaços em mim?
Dona do onde, diz-me: como não te amar?
Quem és tu?
Que com doçura violenta,
E sem armas fatais;
Deixou-me tão carente de carinho...
Ah! Face do algo mais...
Rosto do meu tudo:
Eis aqui mais um homem...
Vítima tua... Desnudo!
Quem és tu?
Que o vento das paixões fez soprar sementes
Que caíram em solo – outrora – infértil,
Germinando rosas flores na esperança?
Não... Eu não sei falar...
Que falem as pétalas... Elas estão lá.
Quem és tu?
Que tingiu meus desejos com cores quentes...
E me entregou ao intocável carinho teu?
Carinho... Doce carinho que não é meu.
Quem és tu?
Que inocentemente veio ao meu espírito;
Encheu-me de sonhos e desejos...
E sem planejar me enlouqueceu?
Meu Deus! Não sei quem é ela...
Mulher tão bela que me fez ver...
Tudo aquilo o que sou eu.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
O Pai das Fábulas

Era uma vez... Um escravo que se tornou um excelente escritor sem nunca ter escrito uma linha; mesmo com suas dificuldades físicas e vocais passou a contar histórias lindas envolvendo bichos da natureza, objetos e diversos outros tipos inanimados. Sua imaginação era sem igual, fabulosa, fazia sua narrativa baseada em fatos do cotidiano, mesclava elementos reais e fantasiosos numa ótica bem peculiar, dessa forma, o escravo dava lições de vida do mais humilde ao mais poderoso de seu tempo. Foi tão excelente que encantou a muitos, inclusive a um rei muito importante que soube também reconhecer o grande e incomparável talento. Sua fascinante maneira de contar histórias perpassou os séculos e mesmo sem nada está escrito em papéis, chegou até nós... E suas histórias foram felizes para sempre.
Não amigos, isso que acabei de escrever acima - embora pareça - não é uma lenda, é real. Trata-se de Esopo. O gênio da fábula viveu no século VI antes de Cristo na grécia, para muitos é considerado o pai da fábula. Sua maneira linda de unir vida e fantasia transformou a forma de contar histórias, pois ele converteu seus "textos" orais em verdadeiras lições filosóficas (diferenciadas); isso fez com que marcasse para sempre sua existência. Recomendo que os amigos procurem saber mais sobre ele, pois o escravo grego aqui citado é fonte de inspiração de diversos autores famosos, como por exemplo La Fontaine que recriou uma de suas fábulas chamando de A Cigarra e as Formigas. Vale mesmo a pena, quem quiser conhecê-lo melhor é só clicar aqui. Para mim Esopo é a prova de que a palavra tem força, vejam que suas histórias faladas foram tão marcantes que passaram de geração em geração. Abraço e espero que adotem ele como eu fiz.
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Dica da Semana: Novo Blog de Artes

E ai amigos, hoje tem novidade para aqueles que escrevem (que também é uma arte) e admiram as mais diversas faces da Arte. Acabei de criar um Blog para privilegiar os artistas internacionais e principalmente nacionais. Chama-se Bruxo Surreal. Espero que gostem desse nosso mais novo espaço. Todos sejam bem-vindos.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Campanha Justiça Seja Feita

Olá pessoal, vim trazer pra vocês a Campanha Justiça Seja Feita que luta pela revisão da legislação penal, quem quiser se inscrever e participar é livre, mas antes conheçam bem a proposta.
Fonte e inscrições aqui: http://www.brasilsemgrades.org.br/ws/
P.S: falando em justiça, aproveite e leia meu livro O Advogado da Morte.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Bits da Vida Real

Véu da Guerra Fria tecido na face do mundo,
Vírus das letras que se matam em digitais,
Vida que segue dedilhando nosso utópico crer;
Falar-se-ia em códigos perfeitos – mais que perfeitos,
Infinitos caminhos das incógnitas desse viver.
Beijar-se-ão por ventura em clicks?
Sim... Há links de desejo que ecoam ilusão,
Conecte-se! Reverbere seu ser... Oh! Moribundo!
Entre nas redes que não servem para descanso,
Pelo contrário: deite-se nelas e chacine seu mundo.
Fibras e conexões da Babel antagônica dos céus,
Onde fala-se toda língua, acha-se toda agulha,
Em milionésimos segundos dos searches virtuais;
Pessoas são scraps emoticonizados e sem voz,
Buscam suas vidas nesse paraíso fugaz.
Deixar-se-ão baixar aos níveis impensáveis,
Cedendo seus passwords para todas as jornadas?
Quiçá poderemos de fato ver e aprender;
Sem mentiras, sem flashes, sem ilusões em perfis,
Encontraremos enfim o calor que outrora julgávamos ter.
Fácil é ligar-se num ledo viajar... E para quê?
Difícil é imaginar tantas bocas e olhos viciados,
Incapazes de receber neste universo surreal;
Um abraço ou toque em suas peles cibernéticas,
Dar-lhe-emos nosso tudo: bits da vida real.
Poesia cibernética: Venilton Matos
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Eutanásia - Lord Byron

Comprei um livro de poemas de Lord Byron e senti muita afinidade com sua forma afinada de crítica-catastrófica, sua maneira singular de observar as forças positivas e negativas presentes na Vida; aqui tem um exemplo de um dos seus textos carregados de ira, revolta e inconformismo pelo fim das coisas. Aqui, Lord Byron deixou claro sua profunda crise existencial. Creio eu que isso lhe atormentou toda o tempo. Espero que gostem, eu adorei.
Tradução de João Cardoso de Menezes e Souza
(Barão de Paranapiacaba).
Quando o tempo me houver trazido esse momento,
Do dormir, sem sonhar que, extremo, nos invade,
Em meu leito de morte ondule, Esquecimento,
De teu sutil adejo a langue suavidade!
Não quero ver ninguém ao pé de mim carpindo,
Herdeiros, espreitando o meu supremo anseio;
Mulher, que, por decoro, a coma desparzindo,
Sinta ou finja que a dor lhe estará rasgando o seio.
Desejo ir em silêncio ao fúnebre jazigo,
Sem luto oficial, sem préstito faustoso.
Receio a placidez quebrar de um peito amigo,
Ou furtar-lhe, sequer, um breve espaço ao gozo.
Só amor logrará (se nobre à dor se esquive,
E consiga, no lance, inúteis ais calar),
No que se vai finar, na que lhe sobrevive,
Pela vez derradeira, o seu poder mostrar.
Feliz se essas feições, gentis, sempre serenas,
Contemplasse, até vir a triste despedida!
Esquecendo, talvez, as infligidas penas,
Pudera a própria Dor sorrir-te, alma querida.
Ah! Se o alento vital se nos afrouxa, inerte,
A mulher para nós contrai o coração!
Iludem-nos na vida as lágrimas, que verte,
E agravam ao que expira a mágoa e enervação.
Praz-me que a sós me fira o golpe inevitável,
Sem que me siga adeus, ou ai desolador.
Muita vida há ceifado a morte inexorável
Com fugaz sofrimento, ou sem nenhuma dor.
Morrer! Alhures ir... Aonde? Ao paradeiro
Para o qual tudo foi e onde tudo irá ter!
Ser, outra vez, o nada; o que já fui, primeiro
Que abrolhasse à existência e ao vivo padecer!...
Contadas do viver as horas de ventura
E as que, isentas da dor, do mundo hajam corrido,
Em qualquer condição, a humana criatura
Dirá: "Melhor me fora o nunca haver nascido!"
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